quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

FIO DE CABELO BRANCO


A DESCOBERTA

Gente, meu corpo se revoltou contra mim.
Acabou de aparecer um fio de cabelo branco bem no meio do meu peito.
Ele estava ali como quem não quer nada, escondido em meio aos outros 15 pelinhos que cobrem o meu…digamos…tórax.
Agarrei o diabinho e puxei como um dentista estagiário arrancando o dente do siso sem anestesia.
Então, joguei o infeliz na privada, dei descarga e, junto com aquele fio de cabelo branco, pelo menos 5 anos da minha idade desceram rumo ao esgoto.
Me sentindo revigorado como um jovenzinho, fui até a varanda respirar um pouco do ar fresco da noite…mas voltei correndo pra cama. Tava sereno e eu sai sem meu pijaminha de algodão.

A CAÇADA

Aliás, você já tentou arrancar um fio de cabelo branco da sua cabeça, olhando num espelho? Gente, Isso não é tarefa para fracos.
Primeiro você leva horas pra conseguir isolar o branquinho dos outros cabelos “normais”. Sério, cabelo branco é a criatura mais arisca da natureza.
Você encurrala daqui, ele escapa. Encurrala dali…ele desaparece. E quando pensa que pegou …VUPT…o bicho some.
Bom, depois de meia hora, você segura o miserável entre os dedos e puxa com vontade…mas para sua surpresa…TCHARÃÃÃÃÃÃÃÃ: arrancou um belo fio de cabelo preto novinho em folha.

A TRAGÉDIA

Agora vem o pior de tudo. Um amigo meu me disse que o próximo passo é……..MENINAS SAIAM DA SALA……….bem… ele me disse que o próximo passo é: o “saco” ficar repleto de cabelos brancos.
Gente!!! Cá entre nós, “saco” já não é uma das coisas mais bonitas do mundo…e o meu vai ficar com a cara do Walmor Chagas.
Ninguém merece, né? Humpf!

domingo, 10 de fevereiro de 2008

OS BICHOS ME ODEIAM

É isso aí, os bichos simplesmente me odeiam.
Como assim que bichos? Todos eles, ué.
Cachorro, gato, passarinho, vaca, ariranha, bisão, ornitorrinco.
Enfim, todos. Eles simplesmente não vão com a minha cara.

Quando eu tinha 10 anos, já tinha levado três mordidas de cachorro, uma chifrada de bode, um beliscão de caranguejo e um elefante de circo tinha arremessado um pedaço de madeira na minha cabeça (juro, não estou exagerando).

Com 12 anos, fui na casa da menina mais linda da vila: a Moniquinha.
O problema é que ela tinha um diabo de um vira-lata, que me odiava, chamado Duque.
Conclusão, assim que eu cheguei na frente da casa da Moniquinha, o “Duque” voou lá de dentro feito uma flecha e me abocanhou, acreditem,
bem no bingolim (de novo, juro, não estou exagerando).
Sai de lá correndo e gritando feito um doido, com o maldito vira-lata pendurado no meu saco igual um piercing.
Nunca mais vi a Moniquinha. Felizmente, nem o Duque.

Outro bicho que me odeia é o Pombo.
Sério, ao todo já devo ter levado umas 450 defecadas desses cagões emplumados. Cagadas que variam em cor, tamanho, cheiro e sabor.
Sim, sabor…eles me odeiam de verdade e devem ter uma mira telescópica bem no meio…bom, deixa pra lá.

Agora, um ataque que eu nunca vou esquecer aconteceu em São Roque. Terminei um banho quente e comecei a me secar com minha toalha fofinha. Só que de repente ela ficou meio “raspenta”. Niquiqui eu olhei pra toalha, dei de cara com dois olhões arregalados de um grilo gigantesco. Eu pulei pra direita e ele pulou pra esquerda. Eu bati a cabeça na parede e ele bateu a dele no vidro do box. Acuado, ele voou para cima de mim. Então, tentou agarrar na minha genitália, mas devido ao frio (muiiiiiiiiiiito frio), acho que ele errou o alvo e grudou na minha coxa.
Sai correndo pelado do banheiro e fui salvo pela minha mulher que se livrou do inseto com um simples peteleco.
Recuperado do susto voltei para o banheiro. Mas não sem antes ouvir o resmungo da miha mulher:

- Gente, pelo menos um pedaço o Duque deve ter arrancado. Só pode ser…

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

LENDO NO BANHEIRO

Essa é mais uma gafe da minha amiga Elaine que publiquei o ano passado.
Segue repeteco do email que ela me mandou.


“…e eu (que semmmpre tenho uma história melhor que a sua) .... tava lá no banheiro, sabadão, feriado, fazendo o famoso número 2 ... qdo pego alguma coisa pra ler (normal, né?) ... não achei nada além da embalagem do papel higiênico .... NEVE... daí lembrei q eles foram nossos clientes...mas fazia muitoss anos
(do tempo que a folha ainda era simples... e SEMPRE furava na hora de...deixa pra lá) daí tudo começa a vir na cabeça ... o nome da menina era............. ADRIANA ...isso, isso mesmo, ADRIANA!
Eis que na segunda ELA ME LIGA (isso pq fazia uns 10 anos que não tinha contato com ela)!
E CLARO que a primeira coisa que eu disse foi:
- MEEEEEEEEEEUUUU, SÁBADO LEMBREI DE VOCÊ!!!
E aí vem a pergunta inesperada dela:
- É mesmo??? PQ??????
Meu, uma pessoa q tem uma fábrica de papel higiênico NUNCA pode fazer essa pergunta!!! porra!”

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

GAFE NUMERO 738 DA ELAINE

Minha amiga Elaine estava no trabalho. De repente, a Dirlene
(sua empregada) liga pra ela.

Trrrrrrrrrriiiinnnnnnnnnnnnnn!!

- Alô?

- Dona Elane?

- Fala Dirlene.

- Dona Elane aconteceu uma desgraça!!!

- Ai meu Deus, menina, fala logo, o que aconteceu!!!!???

- Dona Elane, minhã irmã morreu.

- Porra Dirlene, que susto!!! Eu achei que era alguma coisa com a minha vó. Tchau, deixa eu trabalhar que tô cheia de coisa pra fazer.

Tú Tú Tú Tú Tú Tú Tú Tú Tú Tú Tú Tú Tú Tú Tú Tú

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

SOBRE CAFÉ E HAMBURGUERES

O brasileiro é mesmo um povinho cheio de modismos.
Tudo que chega do “estrangeiro” vira logo uma febre aqui na pátria das bananas.
Lembra quando chegou o Burger King por essas bandas? Pra comer um simples hambúrguer (lá eles chamam de Whopper), você tinha que ficar 45 minutos na fila.
E ainda tem gente que chama isso de Fast Food.
Me poupem, né? Eu levo muito menos tempo pra comer uma baita duma feijoada. E cá entre nós, uma coisa é pegar uma fila e sair de lá com um porco inteirinho fatiado dentro do seu prato. A outra é pegar uma fila e sair de lá com um punhado de carne moída no meio de duas fatias de pão. Ninguém merece.

Bom, pouco tempo depois, o StarBucks pousou por aqui.
E lá fomos nós, em bandos, para a fila do prestigiado café. Confesso que depois de algum tempo, eu mesmo me rendi ao canto da sereia ianque. Peguei a fila e após uma longa espera fiquei frente a frente com o tão valorizado cardápio.
E quer saber? Não entendi patavinas do que estava escrito ali.
Caffè Latte?
Brewed Coffe?
Mocha Frappuccino?
Que diabos é isso???????????? Cadê o pingadão? Cadê a média com pão e manteiga?
Bom, mas pra não sair dali de mãos abanando, fechei os olhos e escolhi qualquer coisa na base do chute.
Resultado: o treco que eu pedi era nada mais, nada menos, do que uma caixa d'água gigantesca, feita de papelão, transbordando um café gelado dos diabos que dava para matar a sede de 700 camelos.
Em todo caso, tomei até o último gole da beberagem.

Não preciso nem dizer que fiquei três noites inteirinhas ligado no 220. Juro por Deus, pra conseguir dormir eu tinha que fazer 500 polichinelos debaixo do chuveiro (e acreditem, ninguém fica bonito fazendo polichinelo pelado…ninguém).

E por falar em modismos e café, vocês já sabem qual é a última moda? Um café feito de bosta de esquilo. Quer dizer, na verdade não é bem um esquilo, massssss, cá entre nós, se o café é feito de bosta, o que menos importa é de que bicho que ela vem, né?
Agora o problema é que adoro acordar com um cheirinho de café fresco pela manhã. Porémmmmmmm se essa moda do “cafezes” pegar, vai sempre ficar a duvida:

- Será que minha mulher acabou de fazer o café… ou foi só punzinho?


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